
O termo «impensável» começa, na espuma dos dias, a perder a sua força de escândalo, banalizando-se até ao absurdo. Conta o New York Times que uma professora britânica no Sudão, Gillian Gibbons, foi condenada a 15 dias de prisão e consequente deportação por incitamento ao ódio religioso. Que fez, afinal, esta paganorum dea, esta velha bruxa da Sabóia? Rasgou um Corão, para imitar o outro do Clube dos Poetas Mortos? Entrou numa mesquita praguejando e insultando Alá? Fazia espionagem para a Mossad? Pior. Muito pior! Permitiu que, numa lição sobre o processo democrático, os seus pequenos alunos pusessem a um ursinho de peluche o nome de «Maomé». Ah, bom... Então, é merecido. Isso é declaradamente «incitamento ao ódio religioso». Se bem que - parece-me - as suratas do Corão sejam omissas em relação a ursos de peluche...
1 comentário:
Sim, de facto, faz pensar, que é feito do termo impensável que signifique mais do que um mero bocejo? Que não signifique mais do que um novo reality show num qualquer canal de gostos duvidosos?
Se ficamos espantados com o potencial de ódio contido num ursinho de peluche, eu fico com vontade de ser internada em Bedlam quando leio coisas como estas: "Saudi Arabia's courts (religeous zealots) convicted
a woman who went in a car with a friend to get a picture and was raped
by many men. She was convicted of adultry and sentenced to lashes and
months in prison even though her husband says it was not true. When
her attorney protested, he was disbarred and she was sentenced to more
time and more lashes." E ainda a mulher não tinha simpatias declaradas para com os monstros sionistas...
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