terça-feira, 27 de novembro de 2007

No mundo em que o melhor do mundo são as crianças


Já sabíamos que nas guerras e conflitos que opõem israelias e o mundo árabe, os primeiros, pura e simplesmente, se recusam a fazer propaganda dos seus mortos, sobretudo se se tratar de crianças. No último conflito no Líbano contra o Hezbollah, no Verão de 2006, duas reportagens jornalísticas traçaram a linha que separa as mentalidades. Uma reportagem em Beirute que, basicamente, não passou de uma montra de sofrimento: mulheres e crianças que expunham, a mando dos seus telecaixeiros do sofrimento alheio, toda a sua dor e amputações e mortos - de preferência, claro, crianças. Não só as crianças não são poupadas durante a guerra, como servem de poderosíssimo escudo humano à causa e, principalmente, continuam a não ser poupadas mesmo depois de mortas. Outra reportagem, agora em Israel. Numa cidade do norte de Israel - não me lembro do nome -, durante o mesmo conflito. Tratava-se de uma reportagem sobre a ajuda que algumas empresas do sul de Israel vieram prestar ao norte, diariamente atingido por Katiusha's do Hezbollah. Essa ajuda consistiam em... brinquedos. Brinquedos para as crianças israelitas. Para que, no meio da guerra dos adultos, as crianças possam, na medida do possível, continuar a ser crianças. Para que, no meio da guerra, elas sejam poupadas e possam continuar a brincar. A forma como cada lado trata as suas crianças é, portanto, evidente. Ora, no Público de ontem (26 de Novembro de 2007), Margarida Santos Lopes fala-nos da escola Yad B'Yad («Mão na Mão»), uma escola de judeus e árabes, «onde se pode coexistir e discordar». Tem dois directores, um árabe, Alia Khatib, e uma judia, Dalia Peretz. Onde existe esta escola? Em Israel. Algum país inimigo de Israel tem algo que se assemelhe sequer? Pois... Está tudo dito sobre este país que insiste em perpetuar os ódios e as guerras entre as partes. Está tudo dito sobre este racista e, sobretudo, nazi Quarto Reich.

Sem comentários: