
Este é o site de uma campanha lançada por um grupo de activistas de organizações de Direitos Humanos (já sabemos o quanto de anti-sionismo há nessas organizações) que apela ao fim do bloqueio em Gaza. Junto-me à campanha se ela significar que se dirige aos dirigentes do Hamas e da Fatah que têm mantido a respectiva população sob sequestro para fins propagandísticos. Refém de uma (a)política de vitimização que Arafat soube bem alimentar, Gaza comove-nos. E é assim que nos ludibria. Tudo o que acontece com os coitados dos palestinianos é sempre culpa de algo ou alguém, menos deles. Culpa de Israel, culpa dos EUA, culpa da UE (ou do mundo inteiro em conluio), mas nunca dos próprios palestinianos. Esses, 'taditos, são inimputáveis como os deficientes mentais. Há neste fenómeno uma colossal imbecilização dos palestinianos por parte daqueles, justamente, que pretendem defendê-los. Imbecilizando-os, portanto. Se não é a ocupação, é o bloqueio; se não é o bloqueio, é a guerra; se não é a guerra, é o lobby; se não é o lobby, é a falta de condições do relvado para a prática da nobre modalidade; se não é isto ainda, é qualquer coisa cósmica. O que importa é que os palestinianos sejam sempre vítimas. Mesmo quando desatam aos tiros uns aos outros. O bloqueio não é uma causa, mas uma consequência. Consequência das escolhas que os palestinianos por lá fizeram e é tempo de lhes pedir isso mesmo - responsabilidades e deixarmo-nos deste gú-gú-dá-dá político por parte destas putativas organizações.
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