
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Maomé + «teddy bear» = deportação

«Hamas demands UN rescind '47 partition»
Este é um dos títulos do Jerusalem Post de hoje. O grupo «resistente» (chamemos-lhe assim, em honra da idiotice de Miguel Portas) disse ainda numa declaração lançada no 60º aniversário da votação da ONU, para que não restasse qualquer dúvida: «A Palestina é terra árabe islâmica, do rio até ao mar, incluindo Jerusalém... não há nela lugar para os judeus». Portanto, quando uma nova Intifada tiver lugar, não nos esqueçamos de acusar Israel pelo facto de não existir ainda uma Palestina livre e independente e frisemos bem que os palestinianos demonstraram sempre uma estóica vontade em resolver, de uma vez por todas, o conflito. Afinal, a única coisa que querem é a paz. Sem judeus, evidentemente. Mas a paz.quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Pertences à Mocidade Antiamericana? Faz já o questionário!
Os comunistas comem criancinhas, mas as criancinhas comunistas é que é!

Que diria Karl Kraus se fosse hoje?
Quem leu Os Últimos Dias da Humanidade, de Karl Kraus, conhece o hilariante episódio da cena 9 do Primeiro Acto. O artigo de Brigitte Gabriel que transcrevi na mensagem anterior trouxe-mo à memória. Plagio aqui essa cena porque me parece captar o essencial do anti-sionismo contemporâneo por parte de grande parte dos media. (A leitura de «Brigitte Gabriel» é, portanto, indispensável.)Brigitte Gabriel

Chegou ao meu conhecimento um artigo de Brigitte Gabriel, de 13 de Setembro de 2005. Ainda hoje serve de exemplo. Intitula-se «I believed the lies about Israel». Merece ser lido integralmente.
I was raised in Lebanon, where I was taught that the Jews were evil, Israel was the devil, and the only time we will have peace in the Middle East is when we kill all the Jews — drive them into the sea. When the Moslems and "Palestinians" [Arabs] declared Jihad on the Christians in 1975, they started massacring the Christians, city after city. I ended up living in a bomb shelter underground from age 10 to 17, without electricity, eating grass to live, and crawling under sniper bullets to a spring to get water.It was Israel that came to help the Christians in Lebanon. My mother was wounded by a Moslem's shell and taken to an Israeli hospital for treatment. When we entered the emergency room, I was shocked at what I saw. There were hundreds of people wounded — Moslems, "Palestinians" [Arabs], Christians, Lebanese, and Israeli soldiers lying on the floor. The doctors treated everyone according to his or her injury. They treated my mother before they treated the Israeli soldier lying next to her. They didn't see religion, they didn't see political affiliation — they saw people in need and they helped. For the first time in my life I experienced a human quality I know my culture would not have shown to the enemy. I experienced the values of the Israelis, who were able to love their enemy in their most trying moments. I spent 22 days at that hospital. Those days changed my life and the way I believe information — the way I listen to the radio or to television. I realized I was sold a lie by my government about the Jews and Israel. I knew for a fact that if I were a Jew standing in an Arab hospital, I would be lynched and thrown to the ground, as shouts of Allahu Akbar — Allah is great — echoed through the hospital and the surrounding streets.I became friends with the families of the Israeli wounded soldiers — one in particular, Rina, whose only child was wounded in his eyes. One day I was visiting with her, and the Israeli army band came to play national songs to lift the spirits of the wounded soldiers. As they surrounded his bed playing a song about Jerusalem, Rina and I started crying.I felt out of place and started waking out of the room, and this mother holds my hand and pulls me back in without even looking at me. She holds me crying and says, "It is not your fault." We just stood there sobbing, holding each other's hands.What a contrast between her, a mother looking at her deformed 19-year-old child and still able to love me, the enemy, and a Moslem mother who sends her son to blow himself to smithereens just to kill a few Jews or Christians.The difference between the Arabic world and Israel is a difference in values and character. It's barbarism versus civilization. It's democracy versus dictatorship. It's good versus evil. They blame suicide bombing on "desperation of occupation." Let me tell you the truth. On Sunday morning, February 22, 1948, in anticipation of Israel's independence, a triple truck bomb was detonated by Arab terrorists on Ben Yehuda Street, in what was then the Jewish section of Jerusalem. Fifty-four people were killed and hundreds wounded.Arab terrorism is caused not by the “desperation of occupation” but by the very thought of a Jewish state. So many times in history citizens have stood by and done nothing, allowing evil to prevail. As America stood up against and defeated communism, now it's time to stand up against the terror of religious bigotry and intolerance. It's time to stand up, to support and defend the state of Israel, which is the front line of the war against terrorism.
Ahmadinechato

O Jerusalem Post noticia hoje que Ahmadinejad voltou a abrir a sua sapiente e pacificadora boca para dizer, desta vez, que Israel - a «entidade sionista», vá, para esclarecimento conceptual - está «condenada ao colapso»: «É impossível que o regime sionista sobreviva. O colapso está na natureza deste regime porque foi criado na agressão, na mentira, na opressão e no crime». Sim, sim... Zzzzzzzzzz... Pois... Já outros tentaram, em outras ocasiões. Um deles acabou solenemente num bunker a dar um tiro na própria cabeça e outro, ainda há pouco, foi encontrado num buraco, como um animal, acabando por ser telenforcado. Como será que este palhaço vai acabar? Daqui a uma década, não será mais do que um pequeno capítulo da história de Israel, já se sabe. Mas como vai acabar? Que forma revestirá a sua humilhação?
terça-feira, 27 de novembro de 2007
No mundo em que o melhor do mundo são as crianças

sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Israel morreu
«Com o passar dos anos, as comunidades dos campos de refugiados, inteiramente dependentes da ajuda alimentar e educativa das Nações Unidas, entraram em estado de revolta. Só podiam». Estas palavras são de Miguel Portas, no seu livro No Labirinto, sobre o Líbano. Chegamos sempre a este ponto, como já vimos. Os palestinianos são sempre vítimas. Só podiam fazer o que fizeram e nada mais: só podiam, ainda uma vez. O fatalismo da lei da necessidade reside, justamente, aí. E é absolutamente tentador. Como num célebre exemplo de Espinosa sobre uma pedra atirada que, ignorando as causas do seu movimento aéreo, se julga livre, dir-se-ia, levando o argumento de Miguel Portas ao seu delicioso nec plus ultra da desresponsabilização, que a causa das pedras palestinianas lançadas contra os tanques israelitas são os próprios tanques israelitas contra os quais as pedras embatem. As pacíficas e espinosistas mãos palestinianas são meros títeres jogados por ocultas e, nesse sentido, israelitas mãos. Se virmos bem, os palestinianos nem sequer existem, são apenas peças israelitas na enorme engrenagem autofágica israelita. No fundo, como qualquer comédia de Shakespeare nos ensinaria de uma só penada mordaz, os israelitas são gente muito bizarra. Ultimately, estamos perante tanques que atiram pedras a si próprios e autocarros que se explodem a si mesmos. No fundo, ainda uma vez, através de um movimento muito similar ao do «desassossego dialéctico» (anodetizado) de Hegel, Israel está, desde a sua criação, em guerra consigo próprio. A sua história não é outra, afinal, senão a história da sua própria auto-destruição. Ou, ainda hegelianamente: «Israel morreu». Gaza bloqueada - por quem?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Pedofilia suave II

É uma verdade de la Palisse a mediocridade, a merdiocridade da televisão portuguesa. Não lhe dedicarei, portanto, muitas linhas, tomando como dado adquirido que, mesmo sem lermos Ramonet ou Levinson, isso será consensual. Nos dias que correm, porém, não consigo deixar de sentir por ela um carinho agradecido. Mesmo nos seus momentos de violência mais ostensiva. Digo isto porque, convivendo com o tipo de televisão que me calhou em sorte, pude ser criança. Sem mais. Sem nenhum adjectivo. Criança. E digo isto também porque, há pouco tempo, descobri http://www.pmw.org.il/. Aí encontramos um pouco de tudo o que os media nos países árabes andam a fazer. É todo um tenebroso mundo orwelliano de ódio e de cultura tanática (para usarmos um termo caro a Freud). O post é o de um vídeo (Al-Manar TV, Junho de 2002) do Hezbollah apelando as crianças para a Chahada (ou Shahada, do árabe: الشهادة, «testemunho»), que é a profissão de fé dos muçulmanos e o primeiro dos cinco pilares do Islão (arqan al-Islam). Desde jogos de vídeo a manuais escolares, passando por séries televisivas à maneira das nossas telenovelas, há de tudo um pouco para doutrinar e formatar a cabeça das crianças muçulmanas para a judeofobia e o antiamericanismo. Não será isto pedofilia? Ainda que suave, mas, ainda assim, pedofilia? E não será preferível ter de aturar os casacos do Goucha e as suas dolorosas manhãs televisivas na TVI? Obrigado, televisão portuguesa, por não teres tornado o meu Tom Sawyer - e, com ele, talvez por mimese, eu próprio - um bombista-suicida. Já vimos que o Mickey, coitado, tem, afinal, genuína simpatia pela causa palestiniana e é, por isso, um anti-semita convicto. Claro que os problemas do Médio Oriente se resumem ao facto de Israel não querer, ao seu lado, um Estado palestiniano soberano. A vontade árabo-islâmico-palestiniana de erradicar Israel da superfície do planeta não tem, como é óvio, nenhuma ligação directa com esses problemas. Olhem só para as criancinhas árabes e para a ternura com que elas são educadas.
E enquanto se defende Chávez... Os trolhas da História

Nós só estamos mesmo à espera disso! ah! ah! ah! ah!

Muhammad - Malaysia 11/22/2007 03:26
Muslim around the world are hoping that Zionist or American will attact Iran because we know that this will be the 'opening ceremony' of 'wipe-off-Zionist from the world map' project. By the way, China, Rusia, UK, and some Europe countries are also waiting for this 'happy' moment.. »
Entre o Iraque e a Coreia do Norte - o Irão

quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Sim, mas repara... dizer «iSSrael» não é homofóbico!
Ontem li no blog de Daniel Oliveira, «Arrastão», algo que me intrigou. Não é altura de discutir as suas posições em relação ao conflito israelo-palestiniano. Fica para outra ocasião. O que me intrigou foi o seguinte: o blog em questão tem uma política de aprovação de comentários que deve obedecer a critérios. Até aqui tudo bem. Pode ler-se que não serão aprovados comentários: «1 - De teor racista ou homofóbico ou que façam a apologia do fascismo ou do nazismo». Nada mais justo, ao que parece. Leio também, no entanto, que foi «aprovado» o seguinte comentário: «Israel não é um estado, é um roubo de terras acompanhado de um genocídio lento e de uma bantustização apartheidesca por racistas e fundamentalistas nazi-sionistas. Esse tumor maligno para a paz mundial deve ser erradicado do Médio Oriente e a Palestina do Jordão ao mar, de Eilat a Kiriat Shmone, deve voltar a ser o que sempre foi antes da Nakba: um país livre para muçulmanos, judeus e cristãos de boa vontade, uma sociedade multicultural e democrática sem a peste sionista. O lugar dos nazi-sionistas é na forca, como os seus modelos nazis». Ou seja, não será aprovado nenhum comentário de apologia ao nazismo como «Heil Hitler!», mas pode ser aprovado um comentário que chame «nazi» ao Estado de Israel? Se um neonazi comentar no blog de Daniel Oliveira que os judeus devem ser todos exterminados (judenrein, era assim que se dizia na Alemanha nazi), não será aprovado; mas se um «Euroliberal» qualquer comentar que o Estado de Israel deve desaparecer (judenstaatrein, diríamos nós), então já merece aprovação? Um nazi-anti-nazi pode escrever no «Arrastão». Hmmmmmmm... Será que teria sido aprovado se, em vez de apelar à morte de Israel, tivesse chamado a Israel «Estado de paneleirotes»? Anti-sionismo ignorante, tudo bem; homofobia é que não! Atenção. Não estou a discutir simples critérios de aprovação de comentários num determinado blog. Estou a discutir, a partir deles, critérios de discussão de um problema. Ao que parece, um dos mais sérios do mundo contemporâneo. Pedofilia suave - O Mickey anti-semita ou a Jihadisney

Cartoontologia II
Eis a diferença. A liberdade de expressão consite, justamente, em dizer algo que poderá ofender profundamente as convicções de outro. O Ocidente é incompreensível sem esse potentíssimo fenómeno. Também o Ocidente já foi intolerante em relação à crítica e ao escárnio. Aqui, no Ocidente democrático, a ofensa pode mesmo ser punida em sede própria: os tribunais. Mas suspeito que há ainda lugares neste mundo em que a liberdade de expressão dos ocidentais exercida em terras ocidentais merece o tratamento mais bárbaro. Ofendeste-me, não tolerarei, não me interessa sequer «discutir» (verbo claramente ocidental): tenho de matar-te. Por cada cartoon uma bomba, uma granada, um tiro, uma pilhagem. A lógica da exemplar reacção de grande parte do mundo muçulmano aos cartoons de Maomé é mais ou menos esta: «Ai de ti que me chames nomes, ó grandessíssimo filho da puta!»Elogio do maniqueísmo - popperiano
É polticamente incorreto dizê-lo. Portanto, politicamente delicioso. E Popper disse-o, em 1988, exactamente como deve, ainda hoje, dizer-se: «Não quero terminar sem umas palavras sobre o êxito da busca de um mundo melhor ao longo dos 86 anos da minha vida, num período que cobre duas guerras mundiais absurdas e ditaduras criminosas. Apesar de tudo, e muito embora tenhamos falhado em tanta coisa, nós, os cidadãos das democracias ocidentais, vivemos numa ordem social mais justa e melhor (porque mais favorável às reformas) do que qualquer outra, de que tenhamos conhecimento histórico». No combate entre a justiça e a injustiça, entre a democracia e o terrorismo e/ou a ditadura, entre uma criança que se protege refugiada num bunker e uma criança doutrinada para se fazer explodir, há um maniqueísmo decente, este maniqueísmo popperiano. Para que não cheguemos ao inominável ponto de perdermos o sentido do escândalo, da vergonha e do horror. Para que fique claro, portanto, que Bush não é comparável a Saddam Hussein e a Ahmadinejad nem o Estado de Israel ao Hezbollah e ao Hamas. Claro que há nisto dois pesos e duas medidas. E ainda bem. Todo o conceito de racionalidade se entorna quando, com medo do maniqueísmo, fazemos equivaler Israel ao Tercerio Reich (já vi escrito «iSSrael»), a Palestina a Auschwitz, Sharon a Hitler, etc. Alguém criticou um dia a democracia se ela se der ao seguinte descaramento: 5 minutos para os judeus e 5 minutos para Hitler. Hoje em dia, ainda nos damos ao desplante de distribuir igualitariamente estes 10 minutos. E, de 10 em 10 minutos, lá vamos nós dando vitórias póstumas a Hitler e Estaline. Os pêlos do rabo da Esfinge

O kaffiyeh, a suástica e o Che

«Por qué no te callas?» à maneira chavista
Eis a trauliteira Venezuela chavista. E eis como o regime vive em torno da televisão. Iris Varela, uma deputada do Movimento Quinta República (MVR), partido do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, invadiu a emissora TV Regional de Táchira (TRT), fez em cacos o cenário de um programa e esbofeteou um jornalista, Gustavo Azócar. Ao que parece, o jornalista em causa escreveu um livro que contém um capítulo que faz referência a aspectos da vida privada da deputada. Acho que sei como esta história vai acabar: a deputada vai acusar o jornalista por agressão e o jornalista vai acusar a deputada por difamação. E só para ficarmos esclarecidos em relação ao clima pacífico em que o jornalismo venezuelano vive sob o tolerante chavismo, durante a transmissão, o jornalista responsabilizou a deputada Iris Varela, um companheiro de partido, Luis Tascón, o governador de Táchira, Ronald Blanco La Cruz, e o próprio presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pelo que eventualmente possa acontecer aos seus três filhos, mulher, mãe e a ele próprio. Bem, vamos cá ver onde se poderá meter aqui a CIA ao barulho. Hmmmmmmm...Prever o passado
Quantos anos mais precisaremos ainda para perceber que o regime chavista é um pesadelo há já 10 anos? Quantos anos mais precisaremos ainda para prever o tempo de uma década passada? Falta-nos ainda saber prever a lição soviética na futura Venezuela. Controlo da informação? Repressão da oposição? Fim da propriedade privada (menos, claro está, a ou as do próprio Chávez)? Constitucionalização da perpetuação no poder? Ai se isto se passasse nos EUA... O que não diriam os boçais anti-bushviques! O caso de Chávez é sintomático da falência política de uma certa esquerda. Calma, dizem, gostemos ou não, Chávez foi eleito democraticamente e a democracia é isto mesmo: a possibilidade de a maioria eleger mesmo aqueles de quem politicamente não gostamos. No caso venezuelano, portanto, a democracia esgota-se no exercício do direito (bastante ambíguo) de voto. Mesmo que o eleito em causa não se comporte democraticamente. Claro que este orwelliano «patofalar» logo se transubstancia se o assunto se chamar George W. Bush. Aí o argumento é precisamente o inverso: Bush foi eleito democraticamente, mas convenhamos que 1) os americanos, ao contrário dos venezuelanos, são imbecis como sinos e 2) Bush não se comporta democraticamente, é tudo menos um democrata, olhem para o Iraque, blá-blá-blá, vejam Guantánamo, blá-blá-blá... Basicamente, estamos a perder a capacidade de chamar os bois pelos nomes.terça-feira, 20 de novembro de 2007
«Por qué no te callas?»
Israel: o atrevimento de existir, hoje
Bem, agora os judeus têm novamente o seu lar. Um lugar que é seu. E aí é que está. Não importa quantas vezes os Estados Unidos e os poderes europeus tentam mandar em Israel, se chegar à sobrevivência da sua nação, do seu povo, eles lutarão como nenhuma leoa alguma vez lutou para salvar as suas crias. Eles lutarão com uma tal ferocidade, uma tal determinação e uma tal perícia que nos assombrará a todos.Estupidez - ou a Oitava Maravilha

Nostradamus para o Médio Oriente 2007

Resolução 1387: «Isso assim também não está bem...»

Vá, sejamos racionais, é preciso ter fé!







