sexta-feira, 11 de abril de 2008

O burro europeu e a cenoura iraniana

A questão do nuclear iraniano não cessa de demonstrar o laboratório de antiamericanismo em que as elites francesas se tornaram. A culpa é sempre de Bush. E o que não for culpa de Bush, é ainda culpa de Bush. Como explicam estes cérebros franceses a difícil questão de um Presidente que ameaça de extinção um Estado soberano? Nas palavras de Alain Gresch, no Le Monde Diplomatique: «Il [Ahmadinejad] a trouvé, en M. George W. Bush, un partenaire idéal : en diabolisant l’Iran, en l’inscrivant dans la courte liste des pays de l’« axe du Mal », en n’écartant pas une option militaire contre le programme nucléaire, le président américain renforce les courants les plus durs à Téhéran. En agitant la menace d’un prétendu « croissant chiite » qui, de l’Irak au Liban, menacerait la stabilité de la région, le président américain introduit les ingrédients d’une guerre confessionnelle aux conséquences incalculables». Portanto, o que quer que venha a acontecer, a conclusão está sentenciada: a culpa será, não do ameaçador, mas do que enfrentar a ameaça. Academicamente, desconfiar de Bush é sempre louvável. Mesmo para aqueles que se preocupam em trancar à chave a porta de casa.

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